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"Como é bom ter um xará, meu próprio nome chamar, o outro que sou eu mesmo é tão difícil achar." Dilan Camargo

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Eu e meus velhos reecontros com a realidade!!


Em um dia... a felicidade, no outro, a realidade. Nunca muda. Por mais perspectivas que eu projete, modos de vida diferente, nada muda, tudo é igual. Existe uma realidade que é necessário representar, aquelas que todos querem ver e existe a realidade de quem você é realmente.
Há bem poucos dias quiz morrer, flertei com a morte, tentei me machucar, tatuei marcas nos meus pulsos, logo depois pensei que me apaixonei pelo meu oposto, ahahah!!! Preciso voltar as doses normais de seroquel. A minha realidade é essa, imposta desde meus primeiros tempos, não muda, real como a morte.

sábado, 20 de julho de 2013

"O oposto da saudade é o silêncio"


Uma mistura de prazer e dor,
de saudade e de presença,
de doce e amargo.

É uma presença distante,
indefinível...
é um silêncio mortal,

são ecos da memória,
num silêncio vazio ...
nem sofrimento, nem alegria
nem esperança,
só a noite vazia

quinta-feira, 13 de junho de 2013

As Orquídeas


As orquídeas são significantes porque representam um momento inexplicável, que guardo na minha memória com muita ternura e hoje elas significam uma lembrança boa. As orquídeas foram deixadas em um lugar sem luz e sem ventilação, estavam quase mortas quando as coloquei onde pudessem respirar e sentir a luz. Tirei-as de lá porque não mereciam morrer, não tinham culpa de nada. Depois de quase seis meses, de muito cuidado, cuidadas por alguém que guarda consigo o verdadeiro significado delas estarem naquele lugar, elas floresceram, uma flor a cada dia e estão lindas, como lindo, puro e verdadeiro é tudo que elas hoje representam. Cada vez que olho pra elas, sinto uma paz imensa porque não houve em momento algum qualquer falsidade, o menor gesto de deslealdade ou qualquer ato indigno. Lembro do dia que fui buscar a orquídea branca, encontrei-a na prateleira mais alta, escondida..mas ela era a mais linda de todas, a mais imponente e, eu queria uma flor que pudesse representar toda a importância daquele momento. E, hoje ela está lá, representando que tudo que é bom, verdadeiro e nobre ressurge, elas ressurgiram muito mais lindas, imponentes e fortes e estampam esse blog. 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

domingo, 2 de junho de 2013

Reflexões




"Nietzsche was the one who did the job for me. At a certain moment in his life, the idea came to him of what he called "the love of your fate." Whatever your fate is, whatever the hell happens, you say, "This is what I need." It may look like a wreck, but go at it as though it were an opportunity, a challenge. If you bring love to that moment - not discouragement - you will find the strengh is there. Any disaster that you can survive is a improvement in your character, your stature, and your life. What a privilege! This is when the spontaneity of your own nature will have a chance to flow.

"Then, when looking back at your life, you will see that the moments which seemed to be great failures followed by wreckage were the incidents that shaped the life you have now. You’ll see that this is really true. Nothing can happen to you that is not positive. Even though it looks and feels at the moment like a negative crisis, it is not. The crisis throws you back, and when you are required to exhibit strength, it comes.”

From "A Joseph Campbell Companion: Reflections on the Art of Living"

domingo, 30 de setembro de 2012

127 Horas

127 horas é um filme incrível, o filme retrata um momento da vida de Aron Raslton um montanhista, que resolveu rapelar a garganta de um cânio no Colorado sozinho, porém durante a descida um deslisamento de pedras prendeu sua mão contra a parede do cânio, durante três dias fez várias tentativas para soltar sua mão, mas nenhuma deu resultado, restava-lhe a opção de ficar ali preso esperando uma possível ajuda ou fazer uma escolha, então chega o momento que precisamos fazer escolhas que vão se refletir para o resto de nossas vidas, para continuar vivendo não bastava ficar ali esperando que alguém sentisse sua falta e tentasse achá-lo, ele teria que se libertar sozinho, já sem água e sem comida, ele tentou serrar o osso com o canivete, mesmo assim não conseguiu porque o canivete já estava cego, então sua opção foi quebrar o osso e cortar a pele até se libertar da pedra.
É verdade que em certos momentos precisamos tomar decisões que vão nos fazer sofrer, vão doer muito por algum tempo, mas mesmo assim continuaremos vivendo. Me sinto hoje como Aron cortando um pedaço de mim, abrindo mão de alguém muito especial, não abro mão da pessoa, vou continuar convivendo com ela, mas abro mão de algo muito, muito especial  que tínhamos juntos. Foi uma decisão muito difícil porque é algo indescritível, mas é algo que não se pode viver completamente, estar do lado de fora esperando que um dia algo mude ou um dia essa pessoa tome uma decisão é tão ou mais dolorido do que cortar um pedaço de mim. 
Sei que vou sentir muita falta, olhar para aquele pedaço ver que não está mais ali, mas que fez parte de mim, me sentirei incompleta sem esse pedaço, porque em cada abraço um circulo se fechava, hoje saio de dentro daquele abraço sem um pedaço de mim. Continuarei vivendo, incompleta ... mas vivendo. 

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Vida de bipolar...


Vida de bipolar.. sempre fazendo besteira, conseguimos foder tudo de uma vez só ou tudo todas as vezes. A felicidade extrema como se a vida transpirasse pela pele e, a tristeza dilacerante cortando como navalha, fria e lentamente dolorida, em ambos os casos o resultado é um só, um rastro de merda espalhando pelo caminho. A pior constatação é que a merda é você, seus pedaços espalhados por todos os lados. Pior de tudo é saber que não tem solução. Solução é viver juntando e colando os pedações que sobrevivem ao caus até que não reste nenhum pedaço de vida.

terça-feira, 13 de março de 2012

Tem algumas coisas que são inesplicáveis na vida de um bipolar, uma delas é como gastam seu dinheiro, minha vida econômica é um caus. Além disso minha vida profissional, está um desastre, a minha maior certeza que tenho que não nasci para o mundo de negócios. Crises bipolares vem e vão, momentos de dor, insconstancia, irritabilidade e até de desespero são ciclicas e quanto mais o tempo passa, mais vezes os ciclos se repetem, mas meus problemas com minha profissão são constantes, sou como alguém que está se afogando, as vezes sobe consegue um pouco de ar e volta à afundar outra vez, cheguei num ponto em que as coisas começam a afunilar e não tem mais saída, não há mais nenhum arzinho para buscar é impossível chegar a superfície, fazer o quê? mudar de profissão? dessa parte de mudar já estou cuidando, a história é a minha perspectiva profissional, sou apaixonada por estudar história e é isso que quero fazer futuramente, mas isto é um projeto para o futuro, e, ainda, não estou nem na metade do caminho.
Ontém comecei o estágio voluntário no Arquivo Histório, duas manhãs por semana, o silêncio e a tranquilidade e a amabilidade das pessoas que trabalham lá, me fizeram sentir também. Meu trabalho no Arquivo, no momento, consiste em limpar, colar, custurar os processos da justiça do trabalho é um trabalho lento e silencioso, exige cuidado para não rasgar os documentos. Aquelas horas que passei no Arquivo ontém me absorveram daquele mundo louco e agitado lá fora, é um trabalho esseencialmente manual, mas que faz a mente divagar por cada nome que aparece em cada processo, quem são aquelas pessoas, o que buscavam, justiça? vingança? recompensa financeira? quantas empresas processadas que já não existem mais, uma coisa é resultado da outra? Tudo isso me fascina, me encanta e, espero um dia viver de História, mesmo que seja para ensiná-la em qualquer escola que qualquer fundão desse pais.
Quanto aos meus problemas profissionais e financeiros são para mim, uma questão no momento irresolvivel, me pergunto o que há ainda para fazer? dependo dessa profissão para viver, mas não gosto do que faça, nem como as pessoas se comportam e agem nesse mundo, nem tão pouco como sou, muitas vezes, obrigada a agir. Se eu, ainda, acreditasse em Deus diria que só um milagre poderia me salvar nesse momento, cansei de lutar como um Titã contra os deuses do Olympo, fui gravamente ferida nessa luta e, esse esforço quase me custou a vida, que agora, tanto luto para manter em estado de equilibrio. Que os deuses tenham pena dos mortais.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Noites de tormento...

Tirar uma soneca numa tarde de sábado e despertar completamente possuída de medo é uma coisa apavorante, foi isso que aconteceu a poucos dias e desde então minhas noites são marcadas por esse pavor. Aquele dia foi um dia tranquilo, mas o despertar daquela soneca foi apavorante, mas medo de quê? Medo da realidade, de repente me senti tão consciente da minha realidade, que fiquei tomada pelo medo, me senti sem esperanças, como se minha vida toda fosse uma ilusão, sustentada por minha mente doentia e por um instante me tornei consciente da realidade, então percebi que ela é apovorante, me senti sem forças para lutar, para mudar - e eu que vivo de mudanças - estou cansada de lutar como um Titã.
Minha casa é meu paraiso, meu refúgio, minha fortaleza, mas mesmo aqui tenho passado noites de tormento, demoro a pegar no sono, mesmo com os remédios, acordo com qualquer barulho, qualquer latido dos cachoros me põe em prontidão, a duas noites atrás o alarme da casa disparou - acordei, desliguei-o, esperei por uns minutos o monitoramente ligar, quando desliguei o telefone ouvi passos pelo pátio - fiquei apavorada, chamei a segurança, hoje penso que foi uma alucinação - psicosse, tenho medo do escuro, me tranco no quarto pra dormir. Outro noite na semana passada - de repente comecei a ter dificuldades para respirar, comecei chorar, meu nariz trancou, minha garganta se fechou, fiquei como alguém que tem uma crise de asma, isso não foi imaginação é real e não foi a primeira vez que isso aconteceu.
As noites de tormento trazem as idéias as suícidio. Nietzsche disse: "As idéias de suícidio são um consolo para as noites de insônia." Penso que as idéias de suícidio são consolo não só para as noites de insônia, elas servem de consolo também para uma vida que se torna sem esperanças, sem perspectivas. Acredito que o suícidio seja opção sim, quando não se tem mais o que fazer. Eu tenho uma decisão tomada, jurei que não viverei na insanidade, se eu não puder viver pela minha própria razão e força, se eu tiver que depender de outros ou se um dia tiver de viver internada por causa da minha loucura, antes disso, aceito o que minha mente me sugire nessas noites de tormenta. Mas isso é a última opção. Como vou fazer isso ou se terei consciência para executar não sei, mas acredito que num relampejo de luz eu faço o que terei de fazer.
Eu acredito que a vida é sempre a primeira e a melhor opção e é por ela que mudo todos os dias, que acordo e me levanto todos os dias e por ela que trabalho, estudo, cuido da minha saúde é para vida que dedico todos o tempo que tenho nesse mundo. Já me disseram que eu sou cheia de vida e essa vida tem que resplandecer como o sol que nasce todas as manhãs.

domingo, 18 de dezembro de 2011

A muralha de novo...

Esse final de semana passei absolutamente sozinha, me fechei para o mundo, desliguei o celular, dormi até quase meio dia no sábado e domingo, só sai para ir ao mercado e voltei. Quase não abri as janelas, assiti filmes, cuidei da casa e do cardápio da semana. Éééé do cardápio, pela segunda vez, desde que passei a tomar remédios, estou fazendo diéta, já estava com 80kg - para um 1,60 de altura estou quase obesa, mas a obesidade não me levou a procurar uma nutricionista, foi o que venho sentindo ultimamente, falta de ar, cansaço, algo estranho no coração que não sei explicar, e, além de estar bebendo muito. Bom, tô me sentindo bem com a dieta (me envolvo com o cardápio - adoro cozinhar), desinchei bastante nesta primeira semana, só bebi na sexta-feira, acompanhada de muita água, uma semana sem alcool me fez bem. Espero conseguir perder uns 10kg a 15kg durante as férias, dois meses pra recuperar a forma.
Bom, não era dá minha dieta que eu queria escrever, era do final de semana sozinha. Em algumas situações adoro ficar só, faço isso seguido, mas nesse final de semana foi diferente, senti muita falta dos meus amigos, especialmente, daquela amiga - aquem, acreditou eu, magoei muito com uma atitude, inconsciênte. Analisando, aquela noite, pude perceber que aquilo foi resultado de uma crise psicótica, estava obsecada com algo que achei que vi e possivelmente o que vi, não tenha sido o que achei que vi, e, por causa disso, distorci as coisas não só naquela noite, mas em todo o final de semana. Acredito, que ela já tenha me perdoado, mas ainda me sinto culpada e também envergonhada pela forma como agi. Essa é uma das merdas do transtorno bipolar, as vezes, não conseguimos distinguir o que é real do que é projeção da nossa mente doentia. E, por outro lado, eu estava só tentando me proteger, por causa daquele bloqueio, que ainda não consigo falar abertamente, infelizmente foi um ato instintitivo, uma reação do meu cérebro, contra aquilo que ele acha que vai invadir a muralha.
Pensei muito sobre a muralha esse final de semana, ainda, não consiguo falar sobre isso, tão pouco escrever aqui. Me propus a tentar tratar isso na terapia, falei sobre isso algumas vezes, mas ainda, não consigo tocar lá no fundo. Hoje tenho certeza que preciso explorar isso, porque é parte de mim que tá lá dentro, quero viver minha vida o mais completa possível. Sei que vai ser bem dificil, mas nada foi fácil na minha vida, já enfrentei muitas coisas e preciso agora enfrentar a mim mesma. Sou eu quem eu preciso resgatar, salvar-me de mim mesma, ao contrário vou continuar magoando pessoas aquem amo muito.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

refletindo...

Moro em uma cidade do interior do Rio Grande do Sul, essa cidade era conhecida como terra de passagem, por ser o local em que os troqueiros de mula cruzavam o rio para levar as tropas para São Paulo. Por incrível que parece quase duzentos anos depois essa terra continua sendo uma terra de passagem, aqui vivem pessoas de vários locais do Estado e do Brasil e quando chega final do ano, todos voltam para suas cidades e para suas gentes e nos que nascemos aqui ficamos solitários.
Quase todos os meus amigos são naturais de cidades da circunvizinhança e também de outros Estados. Hoje tomar uma cerveja, com aqueles que ainda restavam na cidade, fazer o último happy hour do ano, dei uma volta pelos bares e ruas e tudo estava tão vazio, as aulas na universidade já se encerraram e ninguém mais vai e vem, o trânsico muito caótico, flui naturalmente, as lojas estão vazias, nem acabou o ano e já sinto falta de todos, meus colegas da faculdade, os amigos do mestrado, minhas amigas de todos os dias - a Confraria do Gatedo - as amo tanto, dão tanto sentido a minha vida, divido tantos momentos com elas, e de agora em diante, fazem tanta falta.
No tempo em que fui cristã, essa época me causava angustia, hoje nada mais significa, não tenho fé em nada mais, há não ser na força do ser humano. Um dia vou estudar antropologia para tentar entender o ser humano, acho-o tão fantástico, capaz de mudar seu destino e sua história, capaz de sobreviver as maiores tragédias, de reconstruir tudo diante da maior destruição, mas também capaz de destruir a si mesmo e ao seu semelhante, capaz de aniquiliar povos e civilizações inteiras, capaz de destruir tudo ao seu redor, mas sempre sobreviver a tudo. O ser humano é algo fantástico, magnífico e destrutível, por isso acredito nele, não em deus ou em deuses, acredito que ele os cria para sua própria sobrevivência.
O que espero de 2012? Absolutamente nada, nada que eu não possa fazer ou realizar. O que desejo? menas crises, mais equilibrio, mais coerência, mais lúcidez e serenidade, razão e consciência e isto tudo acredito alcançar através do conhecimento - da história, minha únida, verdadeira e grande paixão, meu verdeiro e único amor.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A muralha

Em algum lugar da minha mente existe uma muralha impenetrável conscientimente, essa murulha não permite que eu entre em contato com certas emoções, pior que quando tento tocá-la - a muralha - uma força dispara uma energia que me faz colocar em posição fetal protegendo minha cabeça com os braços. Tenho procurado uma ponte, um lago subterraneo ou um lugar onde eu possa escalá-la, mas não encontro nada. Por de trás dessa muralha existe uma parte da minha vida, posso vislumbrá-la do alto de uma montanha - essa montanha partem raios que fazem  chover forte sobre a muralha e, então  parte das emoções retidas dentro da muralha são liberadas. Mas, depois que a chuva passa, sinto um cheiro e um gosto horrível, há algo que me atormenta, me acusa de ter vivido uma parte da minha vida sem ter tido autorização.
Eu não sei o que é essa muralha. Não sei quem colocou ela lá. Sei o que está lá dentro, que parte de mim ficou lá dentro e, eu a quero de volta. Sei que quem pode derubá-la sou eu, mas não sei como.

domingo, 11 de dezembro de 2011

tô com medo...

Eu não paro de me questionar e tenho medo de descobrir a resposta para meus questionamentos, são duas hipóteses que me apavoram. Qualquer das hipóteses que venha a ser confirmada trará consigo sofrimentos. A primeira por possívelmente nunca poder se realizar, ser algo que crio e fantasio na minha mente doentia, por ser uma carência afetiva ou, ainda, se houvesse qualquer possibilidade de ser realidade eu nunca me permitiria viver isso, meus traumas, meus bloqueios e, ou até preconceitos me impediriam e, isso, já é suficiente para causar muito sofrimento.  A segunda hipótese me coloca de frente com minha realidade - minha doença. O que pode, na realidade, estar ocorrendo é uma psicosse, um surto talvéz - na sei explicar tecnicamente, mas uma distorção da realidade ou, ainda, uma obsessão, como já aconteceu antes, os sintomas são os mesmos. Essa hipótese me apavora, porque ter a clareza de seu real estado psíquico não é nada agradável, pensar em loucura no sentido real é apavorante, ter a certeza que você é enganado por você mesmo - sua mente - é apavorante. Pensar que o que vi não é realmente o que aconteceu, pensar que o que sinto não realmente um sentimento, mas projeção da minha mente é desperador. Ao mesmo tempo fico extremamente decepcionada comigo mesmo, por não saber a diferença entre uma coisa e outra. Mais uma vez mergulhada nesse sofrimento infinito.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

psicoses...

lindo o barrulho da chuva aqui..no ladinho da minha janela! O som do vento..mais intenso agora, mais forte também. Ambos tocam uma sinfonia...tento pensar na minha lucidez e na minha loucura. Nada me consola. Fecho os olhos pra sentir, minha vida lá fora. Imagino, agora, meu corpo molhado pelas gotas do teclado. Quero um beijo molhado...um sonho acordado, fecho os olhos, a chuva forte..não me molho!!!
loucura, loucura...o que foi que eu fiz? não sei o que vi, nem o que senti...vida lá fora. O que foi que eu perdi?
loucura..loucura!!

domingo, 27 de novembro de 2011

Bem conceituado

Não somos apenas o que pensamos ser. Somos mais; somos também, o que lembramos e aquilo de que nos esquecemos; somos as palavras que trocamos, os enganos que cometemos, os impulsos a que cedemos..."sem querer", (Freud)

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Salve a diáletica...

     A vida é uma dialética. Sócrates chamava sua diáletica de maiéutica, que era um processor de partanejar os espíritos, fazer o interlocutor descobrir as verdades que traz em si mesmo pelo processo de multiplicar as perguntas. É assim que me encontro agora, em processo de parto, de tantas perguntas que me fiz.
       Quanto estamos na fase de perguntas de dúvidas, questionamentos sentimo-nos angustiados, mas a partir do momento que passamos a nos utilizar da dialética para analisar nossas angusticas, logo criamos uma antitese, contradição, que inevitavelmente gera uma sintese e partir disso somos capazes de agir em nossa realidade, saindo de um estado de angustia, tristeza e inquetação para um estado de apreensão. Apreender significa, vir a ser, tornar-se, isto é, ir para o futuro.
     A palavra pro-jeto sifnifica, etimologicamente, "Ser lançado adiante", assim como o sufixo da palavra existir (ex) significa "fora".  A dialética gera, inevitavelmente, um conflito. É é apartir desse conflito que conseguimos existir, existir para fora das nossas angustias, e, então, ser lançado adiante. Seguir em frente.
     Nesses últimos dias questionei algumas de minhas opções, situações que estavam me colocando em dúvida, quem eu era, se as percepções e sentimentos, que me causavam conflitos partia de fora ou de dentro. Passei dias angustiada e muito triste porque tomei atitudes para confrontar essa realidade, essas atitudes provocaram um grande conflito, mas que no final, com uma boa observação da realidade, pude chegar a conclusão que meus dúvidas eram infundadas, mas minhas percepções reais. Como todo o conflito tem suas perdas, acredito que perdi, uma amizade. Pois bem, agora é esperar um tempo para confirmar essa expectativa. Isto é, finalizar o processo de parto.


domingo, 13 de novembro de 2011

meus desassosegos...

Tenho dúvidas, muitas dúvidas!!! Além de uma saudade enorme!!!
Fazia muito tempo que me sentia tão perdida, sem saber o que pensar, sem saber o que fazer. Nem meus saltos impulsivos me levam a tomar qualquer atitude, tão pouco minha razão me ajuda a me encontrar. Tenho medo do que sinto e tenho dúvidas se o que sinto é algo real. A unica coisa que consigo fazer é ficar ensimesmada, não consigo externar sentimento algum e não tenho coragem de falar sobre essa turbulência que se abate sobre mim.
Depois de muito tempo começo a ter insônia e isto me preocupa, tenho andado extremamente cansada, mas não desanimada, tenho sido abatida por inumeros problemas e preocupações, no entanto, como nunca antes sigo sempre em frente, mesmo sangrando e com o espírito dilaserado, continuo andando, mesmo com o espírto tomado de uma tristeza velada, continuo andando e continuarei andando me alimentando da minha tristeza.