As orquídeas são significantes porque representam um momento inexplicável, que guardo na minha memória com muita ternura e hoje elas significam uma lembrança boa. As orquídeas foram deixadas em um lugar sem luz e sem ventilação, estavam quase mortas quando as coloquei onde pudessem respirar e sentir a luz. Tirei-as de lá porque não mereciam morrer, não tinham culpa de nada. Depois de quase seis meses, de muito cuidado, cuidadas por alguém que guarda consigo o verdadeiro significado delas estarem naquele lugar, elas floresceram, uma flor a cada dia e estão lindas, como lindo, puro e verdadeiro é tudo que elas hoje representam. Cada vez que olho pra elas, sinto uma paz imensa porque não houve em momento algum qualquer falsidade, o menor gesto de deslealdade ou qualquer ato indigno. Lembro do dia que fui buscar a orquídea branca, encontrei-a na prateleira mais alta, escondida..mas ela era a mais linda de todas, a mais imponente e, eu queria uma flor que pudesse representar toda a importância daquele momento. E, hoje ela está lá, representando que tudo que é bom, verdadeiro e nobre ressurge, elas ressurgiram muito mais lindas, imponentes e fortes e estampam esse blog.
Quem sou eu
- betty´s
- "Como é bom ter um xará, meu próprio nome chamar, o outro que sou eu mesmo é tão difícil achar." Dilan Camargo
quinta-feira, 13 de junho de 2013
quarta-feira, 5 de junho de 2013
terça-feira, 4 de junho de 2013
domingo, 2 de junho de 2013
Reflexões
"Nietzsche was the one who did the job for me. At a certain moment in his life, the idea came to him of what he called "the love of your fate." Whatever your fate is, whatever the hell happens, you say, "This is what I need." It may look like a wreck, but go at it as though it were an opportunity, a challenge. If you bring love to that moment - not discouragement - you will find the strengh is there. Any disaster that you can survive is a improvement in your character, your stature, and your life. What a privilege! This is when the spontaneity of your own nature will have a chance to flow.
"Then, when looking back at your life, you will see that the
moments which seemed to be great failures followed by wreckage were the
incidents that shaped the life you have now. You’ll see that this is really
true. Nothing can happen to you that is not positive. Even though it looks and
feels at the moment like a negative crisis, it is not. The crisis throws you
back, and when you are required to exhibit strength, it comes.”
From "A Joseph Campbell Companion: Reflections on the Art of Living"
domingo, 30 de setembro de 2012
127 Horas
127 horas é um filme incrível, o filme retrata um momento da vida de Aron Raslton um montanhista, que resolveu rapelar a garganta de um cânio no Colorado sozinho, porém durante a descida um deslisamento de pedras prendeu sua mão contra a parede do cânio, durante três dias fez várias tentativas para soltar sua mão, mas nenhuma deu resultado, restava-lhe a opção de ficar ali preso esperando uma possível ajuda ou fazer uma escolha, então chega o momento que precisamos fazer escolhas que vão se refletir para o resto de nossas vidas, para continuar vivendo não bastava ficar ali esperando que alguém sentisse sua falta e tentasse achá-lo, ele teria que se libertar sozinho, já sem água e sem comida, ele tentou serrar o osso com o canivete, mesmo assim não conseguiu porque o canivete já estava cego, então sua opção foi quebrar o osso e cortar a pele até se libertar da pedra.
É verdade que em certos momentos precisamos tomar decisões que vão nos fazer sofrer, vão doer muito por algum tempo, mas mesmo assim continuaremos vivendo. Me sinto hoje como Aron cortando um pedaço de mim, abrindo mão de alguém muito especial, não abro mão da pessoa, vou continuar convivendo com ela, mas abro mão de algo muito, muito especial que tínhamos juntos. Foi uma decisão muito difícil porque é algo indescritível, mas é algo que não se pode viver completamente, estar do lado de fora esperando que um dia algo mude ou um dia essa pessoa tome uma decisão é tão ou mais dolorido do que cortar um pedaço de mim.
Sei que vou sentir muita falta, olhar para aquele pedaço ver que não está mais ali, mas que fez parte de mim, me sentirei incompleta sem esse pedaço, porque em cada abraço um circulo se fechava, hoje saio de dentro daquele abraço sem um pedaço de mim. Continuarei vivendo, incompleta ... mas vivendo.
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Vida de bipolar...
Vida de bipolar.. sempre fazendo besteira, conseguimos foder tudo de uma vez só ou tudo todas as vezes. A felicidade extrema como se a vida transpirasse pela pele e, a tristeza dilacerante cortando como navalha, fria e lentamente dolorida, em ambos os casos o resultado é um só, um rastro de merda espalhando pelo caminho. A pior constatação é que a merda é você, seus pedaços espalhados por todos os lados. Pior de tudo é saber que não tem solução. Solução é viver juntando e colando os pedações que sobrevivem ao caus até que não reste nenhum pedaço de vida.
terça-feira, 13 de março de 2012
Tem algumas coisas que são inesplicáveis na vida de um bipolar, uma delas é como gastam seu dinheiro, minha vida econômica é um caus. Além disso minha vida profissional, está um desastre, a minha maior certeza que tenho que não nasci para o mundo de negócios. Crises bipolares vem e vão, momentos de dor, insconstancia, irritabilidade e até de desespero são ciclicas e quanto mais o tempo passa, mais vezes os ciclos se repetem, mas meus problemas com minha profissão são constantes, sou como alguém que está se afogando, as vezes sobe consegue um pouco de ar e volta à afundar outra vez, cheguei num ponto em que as coisas começam a afunilar e não tem mais saída, não há mais nenhum arzinho para buscar é impossível chegar a superfície, fazer o quê? mudar de profissão? dessa parte de mudar já estou cuidando, a história é a minha perspectiva profissional, sou apaixonada por estudar história e é isso que quero fazer futuramente, mas isto é um projeto para o futuro, e, ainda, não estou nem na metade do caminho.
Ontém comecei o estágio voluntário no Arquivo Histório, duas manhãs por semana, o silêncio e a tranquilidade e a amabilidade das pessoas que trabalham lá, me fizeram sentir também. Meu trabalho no Arquivo, no momento, consiste em limpar, colar, custurar os processos da justiça do trabalho é um trabalho lento e silencioso, exige cuidado para não rasgar os documentos. Aquelas horas que passei no Arquivo ontém me absorveram daquele mundo louco e agitado lá fora, é um trabalho esseencialmente manual, mas que faz a mente divagar por cada nome que aparece em cada processo, quem são aquelas pessoas, o que buscavam, justiça? vingança? recompensa financeira? quantas empresas processadas que já não existem mais, uma coisa é resultado da outra? Tudo isso me fascina, me encanta e, espero um dia viver de História, mesmo que seja para ensiná-la em qualquer escola que qualquer fundão desse pais.
Quanto aos meus problemas profissionais e financeiros são para mim, uma questão no momento irresolvivel, me pergunto o que há ainda para fazer? dependo dessa profissão para viver, mas não gosto do que faça, nem como as pessoas se comportam e agem nesse mundo, nem tão pouco como sou, muitas vezes, obrigada a agir. Se eu, ainda, acreditasse em Deus diria que só um milagre poderia me salvar nesse momento, cansei de lutar como um Titã contra os deuses do Olympo, fui gravamente ferida nessa luta e, esse esforço quase me custou a vida, que agora, tanto luto para manter em estado de equilibrio. Que os deuses tenham pena dos mortais.
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